| Escrito na cabeceira de morte de sua primeira mulher, numa situação de aguda necessidade financeira, ´Memórias do subsolo´ condensa um dos momentos mais importantes da literatura ocidental, reunindo vários temas que reaparecerão mais tarde nos últimos grandes romances do escritor russo. Aqui ressoa a voz do ´homem do subsolo´, o personagem-narrador que, à força de paradoxos, investe ferozmente contra tudo e contra todos- contra a ciência e contra a superstição, contra o progresso e contra o atraso, contra a razão e a desrazão-; mas investe, acima de tudo, contra o solo da própria consciência, criando uma narrativa ímpar, de altíssima voltagem poética, que se afirma e se nega a si mesma sucessivamente. Não é por acaso que muitos acabaram vendo neste livro uma prefiguração das idéias de Freud acerca do inconsciente. O próprio Nietzsche, ao lê-lo pela primeira vez, escreveu a um amigo- ´A voz do sangue (como denominá-lo de outro modo?) fez-se ouvir de imediato e minha alegria não teve limites´. |
Editora: 34
ISBN: 8573261854
Ano: 2000
Edição: 3
Número de páginas: 147
Acabamento:
Brochura
Formato: Médio
Complemento: Nenhuma
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Coleção: LESTE
Complemento da Edição: Nenhum
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Angústias de um anti-herói
Nessa obra Dostoiévski cria um personagem que é ao mesmo tempo protagonista e narrador de suas memórias. Aqui a palavra subterrâneo não se refere a um lugar, mas ao subsolo simbólico da personalidade humana. O narrador é um homem amargo, um anti-herói sofrido e humilhado pela falsidade que o cerca. O livro entra no terreno da psicologia – como só se viu posteriormente com o advento de Freud – escancarando os segredos de uma sociedade hipócrita, fútil, e egocêntrica. Toda essa podridão surge em forma de memórias sarcásticas e diálogos desconexos que parecem de alguém sob o efeito de entorpecentes, ou em luta consigo mesmo. A cada página o personagem é mais corroído pelo passado. --por Eduardo Azevedo
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Clique aqui para todas as resenhas dos clientes (7)... SERGIO DE SA FERREIRA FERREIRA (lipecosta@globo.com) de NITEROI, RJ, 07/08/2007 O Maior |  | | Realmente Dostoievski prova que escreve melhor do que ninguém sobre o carater do ser humano e nos brinda aqui com mais uma prova de que é o melhor escritor que já pisou na face da terra. Nota 10 para o filósfo-psicanalista! | Elias Souza (eliasasouza@uol.com.br) de SAO BERNARDO DO CAMPO, SP, 24/06/2006 Perturbador |  | | Um livro que nos leva a refletir sobre nossa condição humana. | Gerson Molizini (molizini@terra.com.br) de São Paulo, 21/01/2005 Intenso |  | | Um livro que provoca reflexões e rupturas. Você não será a mesma pessoa ao lê-lo. | Elias Jacob (twinsens@gmail.com) de Natal-RN, 04/08/2004 Incrível |  | | Como disseram, realmente existem muitas palavras para definir esta obra. Um livro denso, provocante, onde o homem do subsolo chega a conclusões simples porém inimagináveis. Sarcástico, maldoso, sujo. Quem lê esse livro, tem que ter cuidado para nao acabar doente da alma. Um livro magnífico, uma obra perfeita da literatura russa. A verdadeira expressão humana.
Recomendo. | Edinho Garrido de São Paulo, 19/05/2004 Russo chato |  | | Embolado, com uma história chatíssima e uma linguagem pesada, ler MEMÓRIAS DO SUBSOLO é uma tortura. |
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